top of page

PARQUE LINEAR TRAVESSA DOS IPÊS

Travessas e praças entre a Jorge Risk e a João Cipreste Filho

Praia das Gaivotas, Vila Velha - ES, Brasil

MEMORIAL DESCRITIVO

O bairro Praia das Gaivotas, em Vila Velha - ES, projetado na década de 1980 para edificações de baixo adensamento, foi estruturado com quadras interligadas por praças, cul-de-sacs e travessas que, ao longo do tempo, perderam sua vitalidade e passaram a refletir um cenário de insegurança, poluição ambiental, degradação e desvalorização urbana.

O projeto conceitual de requalificação urbana Parque Linear Travessa dos Ipês surge como resposta concreta à necessidade de reinserir o espaço público como protagonista da vida urbana. As cidades devem ser desenhadas prioritariamente para as pessoas, e não para os carros, estimulando assim a mobilidade ativa, o encontro, o convívio e o pertencimento. O parque linear é uma ferramenta de reconstrução de vínculos entre o ser humano, o ambiente natural e a cidade. Cada escolha projetual é fundamentada na psicologia ambiental, no entendimento de que os espaços influenciam o comportamento, impactam emoções e afetam diretamente na saúde mental e no bem-estar coletivo.

O conceito de biofilia permeia todo o projeto: trazer a natureza para o cotidiano urbano não é luxo, é necessidade. Já a topofilia, a construção do afeto e do apego ao lugar, se materializa nas cores, nos cheiros, nas sombras projetadas, nos percursos e nas memórias que o espaço ajuda a criar e a gerar identificação e pertencimento.

O projeto abrange cerca de 3.500 m² distribuídos entre 4 praças e 5 travessas que conectam nove ruas e uma avenida. Cada praça possui uma identidade própria, pensada para acolher diferentes públicos e faixas etárias, estimulando tanto atividades contemplativas quanto culturais, educativas e esportivas.

Os ipês amarelos, brancos, rosas e roxos são protagonistas na paisagem, somados a espécies como pau-brasil, gramíneas e herbáceas da Mata Atlântica, que trazem biodiversidade, conforto ambiental, sombreamento e beleza cênica, reforçando a conexão com a natureza e o senso de pertencimento.

Entre as praças, as travessas recebem um novo significado. Antes rotas de passagem esquecidas, tornam-se agora percursos sombreados por pergolados curvilíneos, ladeados por arbustos e vegetação que marcam as entradas e saídas, criando microambientes seguros, agradáveis e acolhedores.

A pavimentação é utilizada como um recurso comunicador e organizador do espaço urbano. A substituição do asfalto por piso intertravado nas ruas sem saída não foi uma escolha estética isolada: trata-se de uma solução mais sustentável, que melhora a drenagem das águas pluviais, reduz ilhas de calor, facilita manutenção e humaniza o espaço.

O projeto propõe um espaço público que convida à permanência e à convivência, quase como uma extensão da própria casa dos moradores. Bancos com diferentes formatos, equipamentos artísticos, lixeiras para coleta seletiva, iluminação pública com temperatura de cor agradável e sombreamento natural tornam o ambiente funcional e afetivamente acolhedor. O espaço deixa de ser apenas uma via de circulação e se transforma em um local de encontros, de partilha, de contemplação e de pertencimento.

DADOS DO PROJETO

3.500m²

ÁREA DE INTERVENÇÃO

2021

ANO DO PROJETO

Conceitual

NATUREZA DO PROJETO

IMAGENS

Anterior
Próximo
  • Whatsapp
  • Instagram
  • Facebook
  • Tumblr
  • TikTok
  • Pinterest
  • LinkedIn
  • Youtube

Desenvolvido pela Felipe Milward Arquitetura®

©2025

bottom of page